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PE.
MARINO VAN DE VEN
Padre Marino nasceu na
pequena aldeia Kaatsheuvel (Morro do Gato) na Província de Brabantia, na
Holanda, em 25 de dezembro de1931, “...você é bom em matemática sabe concluir
que já estou com 75 anos".
Está no Brasil desde 27/10/1959 e veio direto para Muriaé, ficando aqui por dois
anos, “aprendendo um pouco a difícil mas linda língua portuguesa”, já que Muriaé
há muito tempo é atendida por padres holandeses.
Foi pároco em São João da Barra (RJ), “a terra do conhaque”, vigário cooperador
em Além Paraíba (MG), pároco em Muriaé (Matriz São Paulo) e Miradouro (MG), foi
por duas vezes diretor do Seminário menor "Nossa Senhora do Sagrado Coração" em
Juiz de Fora.
“Atualmente estou como ajudante na paróquia São Paulo, mas sem responsabilidades
paroquiais (ou com outras palavras: meio aposentado)”.
"ARISTIDES
TEM PAIS FORMIDÁVEIS; NA SIMPLICIDADE, ELES ACOMPANHAM O RAPAZ E O TRATAM IGUAL
COMO OS OUTROS FILHOS, QUE É ESSENCIAL PARA ELE..."

Conheço Aristides desde a idade de sua primeira comunhão, quando eu dava
assistência na Comunidade João XXIII. Eu visitava a casa dele e, quando
Aristides estava na sétima ou oitava série do ensino básico, ele não conseguia
mais, escrevendo, tomar nota da matéria dada e fazer o dever da casa.
Então procurei contato com uma organização na Holanda, chamada "Fundação Liliane"
(cfr. o nome da fundadora). Esta fundação dá assistência a milhares de crianças
e jovens (até 27 anos) no mundo inteiro. A fundação não só ajuda na deficiência
(p.e. perna ou braço mecânico, aparelho de audição, cadeira de roda etc.) mas
ajuda também a criança um pouco para seu futuro. Por exemplo: há muitas crianças
na África que perderam uma perna, pisando em mina terrestre. Esta criança recebe
uma perna mecânica e ainda uma vaca para que não falte o leitinho diário.
A fundação gasta por criança mais ou menos 1.000 reais. O mais importante para a
fundação é o futuro da criança assistida.
O caso de Aristides foi bem recebido: Aristides, ainda estudando, já tinha a
promessa de trabalho. Escrevendo à mão não daria conta do dever estudantil. Um
computador seria o ideal.
Excepcionalmente, recebi o dobro de dinheiro que normalmente é dado.
O computador foi comprado aqui em Brasil. Só que mandei colocar uma chapa de
plástico transparente com buraquinhos sobre as letras, porque pelo movimento
espasmódico de seus braços ele poderia tocar em duas ou três letras de uma
só vez.
Aristides foi o primeiro caso que consegui ajudar via Fundação Liliane.
Depois, trabalhando em Miradouro, me tornei intermediador entre a fundação e as
crianças a serem ajudadas. Muita criança recebeu aparelho de audição, cadeira de
rodas, cama especial para criança com deficiência na coluna; um rapaz da APAE
recebeu um carrinho fechado para recolher papel velho e assim ajudar na sua
manutenção.
Aristides tem uma deficiência grave, mas, felizmente, sua cabecinha funciona bem
e é um aluno inteligente. Ele merecia!!
Aristides tem pais formidáveis; na simplicidade, eles acompanham o rapaz e o
tratam igual como os outros filhos, que é essencial para ele...
O pessoal da Fundação achou o caso de Aristides tão interessante, que ele
apareceu na revista mensal da
Fundação.
Pe Marino.

A Fundação Liliane, que tem sua
sede em s`Hertogenbosch, capital da província da Brabantia, ao sul da Holanda, a
80 Km de Amsterdã, cuida aproximadamente de 12.000 crianças em todo o mundo.
Das pessoas que trabalham na
Fundação Liliane, 90% são voluntários com formação universitária e um dos
trabalhos que tomam mais tempo é o de traduzir a correspondência que chega de
todos os lugares do mundo em mais de 50 línguas.
A Fundação Liliane é bem vista pela população holandesa. Quando é feita uma
campanha pela TV, a renda é de milhões de euros .
O próprio fundador, de cuja
esposa a fundação tem o nome, um católico fervoroso, fez uma nova versão de São
Francisco para o nosso século... peregrinou, puxando um burrinho, para Santiago
de Compostela (1.600 Km de distância) e Medgegorge (1000 Km) e diariamente era
acompanhado pelas TVs da Holanda, Bélgica, França, Alemanha e Hungria, o que
rendia milhões e milhões de euros para a Fundação.
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